Bovespa fecha em queda nesta sexta-feira e perde 2% na semana

Ibovespa recuou 1,29% no dia, aos 52.447 pontos.
Pessimismo global segue pressionando mercado acionário brasileiro.

19/08/2011 17h31 - Atualizado em 19/08/2011 21h29

Bovespa fecha em queda nesta sexta-feira e perde 2% na semana

Ibovespa recuou 1,29% no dia, aos 52.447 pontos.
Pessimismo global segue pressionando mercado acionário brasileiro.


 A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu resistir ao pessimismo global e fechou em queda nesta sexta-feira (19) e com desvalorização de cerca de 2% ao longo da semana.
O Ibovespa recuou 1,29%, aos 52.447 pontos. O volume financeiro ficou um pouco abaixo da média diária do ano, com R$ 5,9 bilhões.
Na semana, o principal indicador do mercado acionário brasileiro acumulou 1,92% de desvalorização. No mês, o Ibovespa perde 10,84% e, no ano, a queda chega a 24,32%.
Com a agenda econômica do dia esvaziada, os investidores seguiram vendendo ações, pautados por dados desanimadores de atividade nos Estados Unidos e Europa nesta semana, além do renovado medo de um repique da crise na zona do euro.
O principais índices europeus fecharam em queda nesta sexta-feira e as bolsas dos Estados Unidos tiveram perdas em torno de 1,5% no dia.
BancosA exemplo das bolsas estrangeiras, onde o setor financeiro foi o principal responsável pelas perdas, aqui as ações de bancos também pesaram no Ibovespa. Em destaque, Itaú Unibanco tombou 3,72%, a R$ 26,65.
Embora com exposição residual a títulos norte-americanos e europeus, os bancos domésticos refletiram o temor do mercado com os crescentes custos de financiamentos às instituições devido à crise soberana na Europa.
O desempenho persistentemente fraco das commodities, com investidores colocando nos preços a chance de o mundo voltar à recessão, também seguiu pessionando papéis de blue chips nacionais.
O papel preferencial da Petrobras perdeu 2,96%, a R$ 19,70, enquanto a ação equivalente da Vale caiu 2,58%, a R$ 37,31.
Na semana que vem, além de uma bateria de importantes indicadores econômicos de EUA, como revisão do PIB do segundo trimestre e os pedidos de bens duráveis em julho, a agenda reserva um importante discurso do chairman do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, que terá a presença do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.
"Para se ter uma ideia da importância do encontro, foi neste mesmo evento no ano passado que Bernanke sinalizou que não esperava mais ajudas fiscais do governo americano e que a economia mundial poderia passar por dificuldades", observou José Francisco de Lima Gonçalves, economista do banco Fator.

 

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