Vigilância apreende material em Timbaúba
De acordo com o proprietário do hotel, Marcondes Mendes, 19 lençóis foram comprados por ele no estabelecimento, durante os últimos dez meses. Mendes disse, ainda, que ao saber que o material poderia ter origem de hospitais norte-americanos, ele retirou e separou para disponibilizar à Vigilância Sanitária. “Eu sempre comprei lá, e muitas vezes, até um carro de som passava aqui anunciando a promoção. Nós compramos inocentes, assim como a vizinhança”, justificou.
Na loja onde foi encontrada a maior parte do material, as proprietárias se negaram a dar declarações à Imprensa, contudo, declararam para os fiscais que o material foi adquirido de um vendedor de Santa Cruz do Capibaribe. “Elas nos contaram que o que sabiam é que o produto seria de uma loja que havia fechado e que possuía saldo de retalhos para vender. Lá, encontramos certa quantidade desse produto, que foi apreendido e será enviado para a Apevisa para que sejam tomadas as devidas providências. O mesmo aconteceu no Hotel Styllos, onde o proprietário já havia trocado os lençóis em uso e aguardava a nossa chegada para efetuar a apreensão”, informou o chefe da divisão de Vigilância Sanitária de Timbaúba, Jorge Carvalho.
Segundo dados da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), três grandes lojas já foram interditadas, nas quais foram encontradas entre 30 e 40 toneladas de tecido de origem duvidosa. Contudo, para o gerente geral do órgão, Jaime Brito, é preciso ter cautela, já que ainda não se sabe do que se tratam as manchas encontradas no material. “Evidentemente estamos investigando as denúncias, mas temos muita cautela, pois todo tecido que tiver uma inscrição que estiver em outra língua não quer dizer que tenha sido de lixo hospitalar. Contudo, nós já encaminhamos esse material para o Instituto de Criminalística, e só depois do resultado poderemos tomar as medidas, tanto sanitárias quanto legais”.
GOIANA
Em outra cidade da Zona da Mata Norte também foram encontrados lençóis com nomenclaturas de hospitais americanos. Desta vez, em Goiana, o material foi localizado não apenas em uma loja do centro da cidade, mas no Hospital Belmiro Correia, vinculado ao Governo do Estado. Na unidade de saúde, o material já foi retirado de uso.
Juliana Aretakis e Wagner Santos
FONTE FOLHA DE PERNAMBUCO E G1
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