CPI: Ex-prefeito nega venda de áreas
A Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) que apura denúncias sobre a venda irregular de terrenos
públicos em Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado, iniciou os trabalhos e,
ontem, o principal investigado, o ex-prefeito Henrique Fenelon, explicou que os
procedimentos realizados - por ele para a concessão das áreas às empresas
estavam dentro da Lei 2117/2009. Segundo Henrique afirma que os únicos valores
desembolsados pelos empresários foram para indenizar os posseiros.
As denúncias feitas pelo
presidente da CPI, o vereador Beto Gadelha, são referentes a uma área de 90
hectares, dos quais 20 ha são geridos pela prefeitura e 70 pelo Estado. Em
2009, os terrenos municipais foram transformados em Distrito Industrial, na
gestão de Fenelon. Segundo Gadelha, os terrenos, desde então, estão sendo
vendidos para os interessados. Conforme o ex-prefeito, contudo, todas as
empresas que postularam os terrenos foram informadas de que, caso conseguissem
as áreas, "seria necessário negociar e indenizar os posseiros",
explicou, por meio de nota.
"Muitos acordos foram feitos
assim. A Redimix (empresa de concreto), por exemplo, precisou indenizar pessoas
que estavam no terreno", afirmou Fenelon. "A Lei municipal ainda diz
que, se em dois anos a empresa não estiver funcionando, a área, concedida de
acordo com a necessidade, volta para a Prefeitura. A empresa perde tudo,
inclusive as benfeitorias que tiverem sido feitas. O problema é que Beto
(Gadelha) é meu inimigo e ele faz isso achando que vai me agredir", comentou.
O vereador Beto Gadelha, por sua
vez, explicou que todas as informações serão investigadas. "O correio
seria que ele (Fenelon) trouxesse a propriedade das terras de volta para a
Prefeitura e de FENELON: foi concessão pois que os empresários apresentassem os
projetos. Que ele desse os encaminhamentos necessários conforme a Lei",
afirmou. "Hoje (ontem) conversei com o prefeito Fred Gadelha e
quinta-feira vamos falar com o presidente da AD Goiana, Francisco
Lucchese", completou.
Fonte: Folha de Pernambuco.

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