ESPORTES: André Campos lamenta momento bélico no Náutico e não vê sinal de união

Ex-presidente não quis avaliar gestão Glauber Vasconcelos. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Ex-presidente não quis avaliar gestão Glauber Vasconcelos. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
O ex-presidente do Náutico, André Campos, apoiou a candidatura de Marcílio Sales, que saiu derrotado da última eleição nos Aflitos. Desde que o grupo de MTA assumiu o executivo do clube, Campos silenciou. Mas, depois da primeira reunião do Conselho Deliberativo, que culminou no afastamento do presidente do deliberativo, Berillo Júnior, André falou: “O Náutico vive um momento bélico, sem uma sinalização de paz. Algo que prejudica muito o futuro do clube”.
André Campos não quis fazer avaliação alguma sobre a gestão Glauber Vasconcelos. Para ele, ainda é muito cedo para emitir uma opinião. Mas acha que o atual presidente cometeu um erro ao expor para o público as contas do clube. “Acho que a transparência que ele prometeu na eleição deve ser entre os alvirrubros, mas não publicamente. Isso atrapalha demais, por exemplo, as contratações de atletas. Antes mesmo da coletiva, eu mesmo disse que isso seria uma atitude equivocada”, declarou.
O ex-presidente disse também que a atual gestão pregou, durante o processo eleitoral, que iriam fazer um trabalho fechado com o grupo. “Mas a primeira coisa que fizeram foi procurar Américo Pereira, um cardeal como eles se referiam. A atual gestão conseguiu R$ 50 mil e  Américo ainda avalizou um empréstimo de R$ 500 mil”, contou.
André Campos disse que também está pronto para ajudar o Náutico. “Afinal, quem estiver torcendo contra, não é Náutico”, alfineta. “Então também estou pronto para ajudar. Mas não vou concordar com tudo. Sempre terei o olhar e vou cobrar. Por exemplo, estamos esperando até hoje o patrocinador mastro que o MTA prometeu”, cobrou.  Para o ex-presidente, o MTA não pode usar crise como desculpa para o fracasso. “Quando assumi o Náutico só tínhamos três jogadores e muitas dívidas. Fomos campeões estaduais e semi-finalista da Copa do Nordeste. Portanto, de crise eu entendo”, disse, lembrando 2001, ano em que foi presidente.
O que mais preocupa Campos é a situação política do clube. “Há anos não vejo o Náutico tão dividido”. Para ele, o choque do presidente do executivo, Glauber Vasconcelos, e o presidente do Conselho Deliberativo, Berillo Júnior, era algo esperado. “As críticas já existiam antes. A suspensão de Berilo não tem nada a ver com isso. Para se ter uma ideia, a maior parte dos votos pedindo a sua suspensão veio do meu grupo”, salientou.  Para André Campos, Gláuber, como presidente, é quem deve ter a postura de buscar a união no Náutico, mas isso não vem acontecendo.  “Cabe aos gestores buscar essa aproximação. O presidente também tem essa função. Mas, até agora, não vejo essa sinalização”, lamenta.
CRÉDITOS: BLOG DO TORCEDOR.

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