1º SEMINÁRIO TODOS POR PERNAMBUCO: TEMA: “JUNTOS, FAZEMOS MAIS.”
Foi realizado no dia
24/04 na Escola Técnica Miguel Arraes em Timbaúba – ETA, que contou com a presença
do Vice-Prefeito da Cidade de Goiana Carlos de Joca, o pré-candidato a prefeito
de Aliança Carlos Alberto, a presidente do Grupo Teatral das Heroínas de
Tejucupapo Dona Luzia acompanhada pelo seu grupo de artistas
BREVE
COMENTÁRIO CONHEÇA A HISTÓRIA: EM 1646 AS MULHERES DE TEJUCUPAPO CONQUISTARAM O
TRATAMENTO DE HEROÍNAS, POR TEREM COM AS ARMAS, AO LADO DOS MARIDOS, FILHOS E
IRMÃOS, REPELIDO 600 HOLANDESES QUE RECUARAM DERROTADOS
Quando
se deu o episódio de Tejucupapo, os holandeses já tinham perdido a quase
totalidade do domínio nas terras pernambucanas, estavam cercados e precisavam
desesperadamente de alimentos, provisões. Tentaram, então, ocupar Tejucupapo,
uma área tradicional de plantio da mandioca. A farinha de mandioca, que desde
os tempos de Nassau escasseava, agora era um produto pelo qual valia a pena
arriscar-se em combates. A fome assolava a população do Recife e de Maurícia, onde
estavam praticamente confinados os holandeses. Vinham os holandeses da ilha de
Itamaracá.
Segundo
historiadores, escolheram justamente um dia de domingo para a investida. Neste
dia, os homens do vilarejo costumavam ir ao Recife a cavalo para comercializar
os produtos da pesca – caranguejos e outros moluscos que vendiam nas feiras da
capital. O distrito estaria, portanto, menos protegido, acreditavam os
holandeses.
Segundo
alguns relatos, o major Nunes recebeu a informação de dois mensageiros de que o
exército flamengo se aproximava. De conhecimento da notícia, quatro mulheres
incitaram e lideraram a reação. Eram Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara
e Joaquina.
O
motivo da atitude não teria sido exatamente político ou religioso. As
tejucupapenses não estariam defendendo a permanência portuguesa no Brasil. Como
também não brigaram contra a expansão holandesa na América. Elas estariam
simplesmente defendendo sua vila, suas vidas e seus filhos dos invasores.
Principalmente porque não contavam com a presença dos homens da comunidade.
Enquanto
alguns poucos homens que ficaram em Tejucupapo foram receber os invasores a
bala, as mulheres puseram água para ferver, acrescentando pimenta em tachos e
panelas de barro.
Escondidas
em trincheiras, atacavam com a mistura, jamais esperada pelos soldados. Os
olhos dos inimigos eram os principais alvos, e a surpresa o melhor ataque. Como
saldo, mais de 300 cadáveres ficaram espalhados pelo vilarejo, sobretudo
flamengos. Depois de horas na batalha, no dia 24 de abril de 1646, as mulheres
guerreiras do Tejucopapo saíram vitoriosas, pondo um fim à dominação Holandesa
no Brasil.
O
Reduto de Tejucupapo localiza-se em terras da Propriedade Megaó de Cima,
pertencentes ao Distrito de Tejucupapo, município de Goiana no Estado de Pernambuco.
Possui as seguintes coordenadas Latitude: 007° 35′ 44,2″ Sul e Longitude: 034°
53′ 30,0″ Oeste.
O
texto é o resultado da fusão de trechos dos artigos Tejucupapo: sem os homens,
mulheres foram o elemento surpresa (Jornal do Comércio, Recife – 18.02.99) e
Reduto de Tejucupapo (Brasil Arqueológico – Recife). Conheça também o
curta-metragem Tejucupapo, um documentário excelente com a encenação do
episódio, que mobiliza boa parte da cidade e acontece anualmente.

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